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sábado, 29 de agosto de 2009

O que há de melhor em Angola?

Bem, havia muito para dizer sobre este assunto, mas agora não temos tempo. Podemos apenas referir que eu e o Afonso temos um amigo que, para qualquer terra que lhe falem, responde invariavelmente:
- Ih, dessa terra só se aproveitam duas coisas: o gajedo e o caminho de volta para Lisboa.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sou imigrante e vou para o Brasil. Posso passar pela França?

Os nossos serviços de FBI (fontes bem informadas) descobriram que a Google decidiu complementar o seu motor de busca tradicional com uma linha de assistentes sorridentes (não sabemos bem para quê) e delicodoces. Num rigoroso exclusivo, transcrevemos o diálogo entre o primeiro cliente e a Marta.

- Linha Google 24, em que posso ser útil?
- Oi?
- Linha Google 24, em que posso ser útil?
- Hein?
- Dasse. Qual é a sua dúvida?
- Sou imigrante e vou para o Brasil. Posso passar pela França?
- Err... E onde é que o senhor está?
- Ué, em casa.
- Pois, calculo... Então apanhe um avião de onde está para Paris, de onde há voos directos da Air France para o Brasil.
- Mi tira fora dessa, eu não quero ir naquele avião que caiu.
- Fique descansado, posso assegurar-lhe que não vai voar nesse...
- Tem certeza?
- Absoluta.
- Olha, se eles me meterem naquele avião e ele cair outra vez, eu vou ligar pra xingar ocê.
- Fica combinado.
- Valeu, então. Obrigado pela informação.
- Disponha sempre.
- Escuta, qual é o seu nome?
- Marta.
- Quer sair comigo um dia desses?
- Estou a ouvi-lo mal, vou ter de desligar.
- Oi?
- Tu-tu-tu-tu-tu...

domingo, 16 de agosto de 2009

Quanto tempo fica a banana na garrafa?

Pouco. As bananas são, de facto, irrequietas. Se o leitor pretende tirar fotografias à banana dentro da garrafa, recomenda-se que use um tempo de exposição curto, para que a imagem não fique tremida. Se o objectivo é dar a papa, irá necessitar de paciência, um guardanapo para limpar os restos de comida projectados em redor, e esquemas do género «olha o aviãozinho que vai entrar na garagem» (as bananas não entendem o conceito de hangar). Na mudança da fralda, a banana distrai-se com a embalagem de toalhetes, pelo que é preferível que a tenha na mão do que ao lado, na cama, para evitar que mexa as pernas ou tente rebolar no edredon. No banho, prepare-se para que a banana bata com as mãos na água e inunde tudo, desde o seu cabelo e roupa até ao chão. Já no transporte de bananas em viaturas, não dispense uma garrafa de retenção apropriada ao seu tamanho e compatível com o sistema Isofix, e não se esqueça que se optar pelo banco da frente deve desligar o airbag.

domingo, 19 de julho de 2009

Como tirar a barriga?

Uma das perguntas que me fazem com mais frequência é «como tirar a barriga». Percebe-se, pela expressão, que existe um número não negligenciável de brasileiras que não resiste a uma boa guloseima, cujas calorias se vingam produzindo uns quilitos a mais. Acabam por encontrar um post meu sobre gastronomia, logo deve ser a isto que se referem, certo? Ou a isto, ou a trungalhunguice, daquela bem gostosa.

Tão deliciosa como a pergunta são as variantes: «como tirar a barriguinha», «tirar a barriga em casa», «tirar a barriga rápido» (esta está a ver a vida dela a andar para trás), mas a minha preferida é «tirar a barriga? quem não quer». Amiga, fala por ti.

Qual a solução para esta dúvida inquietante? Consigo responder com apenas uma palavra, cujo som me enche de realização pessoal: Husqvarna.



foto de Husqvarna

É meu dever, porém, deixar dois alertas: primeiro, em princípio o corpo humano não prevê uma ligação directa do peito à pélvis, pelo que a remoção da barriga poderá acarretar alguns problemas de mobilidade; segundo, a aplicação deste equipamento deve ser feita preferencialmente longe de alcatifas e sofás, sugerindo-se a utilização de acessórios da Vileda logo em seguida.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Angolanas gostam de brancos?

Ora aí está uma questão pertinente e profunda sobre relações humanas. Porque se vêem angolanas com grandes decotes e pequenas mini-saias, com brancos com grandes barrigas e pequenas quantidades de cabelo?

A explicação para este fenómeno é simples:




Para uma angolana, desde que haja funge para acompanhar, tudo se come.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Porque há muitos jipes em Luanda?

Porque a malta pode!

Mas este não é o principal motivo. Podíamos dizer que são essenciais para as caçadas a elefantes e outra fauna que habita em Luanda, mas não seria correcto. Na verdade, o jipe é, a seguir à pick-up com jantes cromadas, o meio de transporte mais eficaz na fuga à maior ameaça de Luanda: os mwabok. Mwabok é o substantivo colectivo que denomina «conjunto de buracos "bwedagrandes", capazes de engolir um carro, perdão, uma viatura». Os mwabok rastejam pelas ruas, gemendo uivos aflitivos, provocando o pânico entre as populações, disfarçando-se de poças de lama e mudando constantemente de lugar.

Ora, como é óbvio, quanto maior e mais possante for a viatura, mais difícil se torna para o buraco a engolir. Mas esta ameaça não conhece limites, e existem casos documentados em que as precauções do automobilista de Luanda não foram suficientes.